Impulsionado por um hat-trick que igualou o recorde em sua 200ª partida pela seleção, Lionel Messi e a Argentina, atual campeã, enfrentam uma austríaca experiente nesta segunda-feira, em um jogo que pode ser considerado decisivo para a classificação no Grupo J.
A história chegou a Kansas City na terça-feira. Lionel Messi, celebrando sua 200ª partida pela seleção argentina, marcou a data histórica com um hat-trick contra a Argélia — três gols aos 17, 60 e 76 minutos em uma vitória convincente por 3 a 0 que confirmou imediatamente as intenções dos atuais campeões. Com isso, Messi igualou o recorde histórico de Miroslav Klose de 16 gols em Copas do Mundo da FIFA, uma marca conquistada ao longo de cinco torneios anteriores e agora igualada pelo argentino em sua sexta e quase certamente última participação.
O jogo de segunda-feira no AT&T Stadium em Arlington, Texas, apresenta um desafio bem diferente. A Áustria, comandada por Ralf Rangnick, não é um adversário sentimental. Eles desmontaram a Jordânia por 3 a 1 em sua estreia, jogando com a intensidade estruturada que caracteriza os times de Rangnick — pressão alta, linhas defensivas compactas e transições rápidas. O capitão do Real Madrid, David Alaba, ancora a zaga com sua experiência na Liga dos Campeões, enquanto Marcel Sabitzer e Konrad Laimer trazem qualidade genuína ao meio-campo. A Áustria chega a este torneio como um time com convicção, não apenas grato por estar aqui.
Ambas as equipes somam três pontos após uma partida, o que torna este confronto uma disputa direta pela liderança do Grupo J. Para a Argentina, a fluidez na construção de jogo, com Messi como maestro criativo, testará se a linha defensiva alta da Áustria pode ser explorada — algo que a Argélia, apesar de todos os seus esforços, nunca conseguiu. Para o time de Rangnick, a tarefa é impor sua pressão desde o início e impedir que a Argentina encontre espaço para Messi em posições perigosas. A questão tática central é se o meio-campo austríaco conseguirá manter essa intensidade contra a melhor seleção do mundo durante os noventa minutos.
A Argentina é a favorita justificada, mas o Grupo J, na segunda-feira, não será decidido apenas no papel. A Áustria tem as ferramentas para criar problemas, e um ponto aqui representaria uma conquista significativa. Para Messi, porém, cada partida nesta fase da sua carreira tem um peso adicional. O 16º gol em Copas do Mundo, que igualou o recorde, não foi apenas uma estatística — foi um sinal de que o jogador mais celebrado do torneio continua sendo o mais importante. Arlington deve se preparar para algo especial.

Messi igualou o recorde histórico de Miroslav Klose de 16 gols em Copas do Mundo da FIFA em sua 200ª partida internacional — aos 38 anos de idade.
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